A variante foi descoberta em novembro de 2021 em Botswana e na África do Sul. Tem chamado a atenção da Organização Mundial da Saúde (OMS) por possuir uma quantidade significativa de mutações que a faz ser potencialmente mais transmissível e menos suscetível as vacinas já produzidas.

Origem do nome da variante

Para evitar a estigmatização dos países onde foram descobertas a OMS estabeleceu o uso do Alfabeto grego como padronização para identificar as variantes.

O nome segue a ordem do alfabeto (alpha, beta, gama) a próxima letra seria “Nu” porem confundiria com “new” (novo em inglês) e a seguinte seria “Xi” que confundiria com o nome do presidente da China, Xi Jinping. Logo para evitar ofensas culturais resolveu-se adotar a próxima letra do alfabeto, o Omicrom.

Por que a variante tem chamado tanta atenção?

Em pesquisas recentes, foram descobertas mais de 30 mutações na proteína Spike, presente na capsula viral da nova variante. Isso significa que o nosso sistema imunológico encontraria uma dificuldade maior em reconhecer e combater o vírus, já que a produção de anticorpos é específica para cada sequência e combinação dessas proteínas.

Até o momento, foram descobertas diversas variantes da COVID-19 desde a sua primeira aparição em Wuhan.

Dentro das 10 principais existentes, as que geram preocupação por parte da OMS são as do grupo: “Variantes de preocupação” que são: Alfa (descoberta em dezembro de 2020 no Reino Unido) a Beta (descoberta em dezembro de 2020 na África do Sul), Gama (descoberta em janeiro de 2021 no Brasil), Delta (descoberta em maio de 2021 na Índia) e a Omicrom (descoberta em novembro de 2021 na África do sul).

As pesquisas mais recentes realizadas na África do Sul, sugerem que a Omicrom apresenta um grau de letalidade menor comparado as variantes anteriores. Porém são apenas dados preliminares sem evidências suficientes para afirmar tal conceito.

Tais estudos realizados na África do Sul envolveram indivíduos adultos jovens que naturalmente são menos suscetíveis a formas grave da doença.

As vacinas protegem contra a Omicron?

Espera-se que as vacinas produzidas até então apresentem cobertura eficaz contra as formas graves da infecção.

No entanto, mesmo com probabilidades menores, podem surgir casos de hospitalização ou até morte. Por essa questão é importante que se receba doses de reforço conforme a disponibilidade.

Até o dia 06 de dezembro de 2021 foram detectados seis casos da nova cepa. No estado do Paraná, seis casos suspeitos foram investigados e descartados por não apresentarem a sequência genômica da Omicron.

Se você não é vacinado, tome as vacinas inclusive as doses de reforço, se já é vacinado utilize máscara, evite locais aglomerados e com pouca ventilação.

 

Fonte: Eric Ryuiti Kojima – CRM PR 44066